Quarta-feira, 11 de novembro de 2009

 

 

 

 

JORNAL AMAZONAS EM TEMPO   3

Economia  3

Férias coletivas do PIM podem ficar para 2010  3

Município deve recuperar R$ 5 mi até fim do ano  4

Ministro propõe Bolsa Celular 5

Dia-a-dia  6

Trecho da Ramos Ferreira será fechado  6

Contexto  7

Novidade  7

 

 

 

JORNAL A CRÍTICA   8

Economia  8

Mais de R$ 900 milhões em circulação  8

NCR inaugura fábrica hoje  10

Mahindra lança picape chassi 11

País vai crescer em ritmo forte  11

Empreendedores serão mobilizados pelo Sebrae  12

Entrevista: Gustavo Loyola  13

“ Para o Brasil a crise econômica já passou”  13

Política  14

‘Pique’ de Mirtes Sales é elogiado por Marise  15

MPE é denunciado  17

Processo de Braga vai ao STF  18

Orçamento do Judiciário é o menos transparente  19

Fausto volta à CMM após crise de estresse  20

Cidades  21

Estado e Águas do Amazonas sem sincronia  21

Dos balneários ao comércio  22

Provas no Enem na lixeira  23

Pane dias antes do acidente  26

Entrevista com Mauro Antony  27

Todos condenados  27

Sefaz paga hoje indenizações a 58 das 100 famílias  29

Projetos discutidos em Brasília  30

Transatlântico atraca sob ordem judicial 31

Brasil 32

Pane em Itaipu afeta metade do País  32

Rogério Pina  33

Comitiva vai a Dubai 33

Sim & Não  34

Alfredo reúne Braga e Amazonino  34

 

 

 

JORNAL DO COMMERCIO   35

Criatividade fica a serviço da inovação no Amapá em prêmio de design - 08/11/2009  35

Governo lista produtos dos EUA a serem retaliados  36

Parceria com prefeituras permite a implantação das cozinhas comunitárias - 11/11/2009  37

 

 

 

 

JORNAL DIÁRIO DO AMAZONAS   38

Economia  38

Valor do 13º local é de R$ 935 mi 38

Shoppings ainda têm 900 vagas  40

Tráfego aéreo aumenta 42%    41

Dólar sobe pela 1ª vez em novembro  41

Lista da Semsa deve sair dia 23  42

Para prefeito, sistema fiscal aplicado na Semef ainda é do “ tempo do ronca”  43

Inscrições para Senai vão até sexta  43

Política  44

TCU constata falhas na formação de professores  44

Cidades  45

Recursos para obras da Copa sem definição  45

Brasil 46

Aprovada capitalização da Petrobras  46

 

 

 

PARANASHOP   47

Seminário aborda desenvolvimento sustentável 47

ESTADÃO   51

Lula: França precisa assumir seu lado 'sul-americano' 51

Meta de redução voluntária de CO2 chegará a 38%, afirma Minc  52

O GLOBO   52

Brasil só tem a ganhar com metas ousadas para Copenhague  53

GLOBO AMAZÔNIA   53

Senadores querem criar ministério especial para a Amazônia  53

BLOG DO NOBLAT   54

Desmate melhora economia, mas não eleva índices sociais  55

ABRIL.COM   55

Petrobras admite voltar à mineração  55

O DIA ON LINE   56

Micro e pequenas empresas podem consultar débitos pela internet 56

FOLHA ON LINE   56

Estados produtores terão 25% de royalties do pré-sal 56

 

JORNAL AMAZONAS EM TEMPO

 

 

Economia

 

Férias coletivas do PIM podem ficar para 2010

 

 

 

Início

 

 

 

Município deve recuperar R$ 5 mi até fim do ano

 

 

 

 

 

Início

 

 

Ministro propõe Bolsa Celular

 

 

 

 

 

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Dia-a-dia

 

Trecho da Ramos Ferreira será fechado

 

 

 

 

 

 

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Contexto

 

Novidade

 

 

 

 

 

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JORNAL A CRÍTICA

 

 

 

 

Economia

 

 

 

Mais de R$ 900 milhões em circulação

Arquivo A CRÍTICA

Com a proximidade do fim do ano e mais dinheiro em circulação, a tendência é que a movimentação no comércio cresça



 

Joubert Lima
da equipe de A CRÍTICA

O pagamento da segunda parcela do décimo-terceiro salário vai injetar R$ 935,2 milhões na economia do Estado neste final de ano. O cálculo foi realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que considerou os valores que serão repassados a trabalhadores da esfera pública e da iniciativa privada, aposentados e pensionistas do INSS e do Estado e empregados domésticos com carteira assinada.

Os 224 mil beneficiários do INSS vão receber R$ 122,7 milhões, enquanto aos aposentados do Estado caberão R$ 33 milhões. Trabalhadores da ativa, dos setores público e privado, receberão, no total, R$ 509,9 milhões.
 
 Em todo o Estado, 744 mil pessoas vão receber o abono natalino. Isso corresponde a 21,42% dos trabalhadores da região Norte. O Amazonas tem o quinto maior valor médio - R$ 1.212,62 -, atrás do Distrito Federal, de São Paulo, do Rio e do Amapá. Em todo o País, serão pagos R$ 84,7 bilhões a 69,9 milhões de trabalhadores.
 
Domésticas sem carteira

A pesquisa também revelou que houve redução no número total de pessoas com carteira assinada no Estado. Os celetistas eram 522 mil em 2008, são 519,9 este ano. A queda se deve, principalmente, à redução no número de trabalhadores domésticos com carteira assinada. A Supervisora Técnica do Escritório Regional do Dieese no Amazonas, Alessandra de Moura Cadamuro, revela que, em 2008, havia 12.851 domésticas com carteira assinada no Estado. Hoje, são 10.008.

Para a economista, isso pode ser interpretado como um efeito da crise econômica. Com as famílias vivendo períodos de incerteza e precisando cortar gastos, uma renegociação com a doméstica pode ter sido uma forma de reduzir despesas.

Assinar a carteira da empregada doméstica significa, para o empregador, ter que pagar, além do salário, 12% de INSS, mais vale transporte, mais um terço de salário por ocasião das férias, mais o décimo terceiro salário. E essa despesa será ampliada no início de 2010, com o reajuste do salário mínimo. É provável que a redução no número de domésticas com carteira não implique, necessariamente, que elas tenham perdido o emprego. Podem estar trabalhando, porém, sem carteira assinada.
 
Mais aposentados

Outro fenômeno que pode ser atribuído aos efeitos da crise econômica foi o expressivo aumento no número de aposentados e pensionistas no Amazonas. Diante do aperto econômico, quem pôde, aposentou-se logo. O número de aposentados e pensionistas no Amazonas salto 4,71% do ano passado para cá, o que corresponde a 10.079 novos aposentados e pensionistas, do INSS e do Amazonprev - sistema próprio de previdência do Estado. No total, o Estado tem hoje 224.053 beneficiários. No ano passado, eram 213.974.

Em todo o País, aposentados e pensionistas vão ficar com 20% dos R$ 85 bilhões que serão pagos como décimo-terceiro, o que corresponde a R$ 17 bilhões. A União vai pagar R$ 4,8 bilhões, e os Estados, R$ 4,3 bilhões.

 

 

 

 

 

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NCR inaugura fábrica hoje

Divulgação

Elias Silva, presidente da NCR Brasil



 

A NCR inaugura hoje, em Manaus (AM), seu centro de manufatura, pesquisa e desenvolvimento de terminais de autoatendimento (ATMs), de alta tecnologia e alta disponibilidade para atender prioritariamente o mercado brasileiro e também o mercado de exportação, inicialmente Caribe e América Latina. O investimento é de R$ 73 milhões no projeto. A nova planta da NCR poderá desenvolver produtos específicos, segundo as necessidades de seus clientes.
 
O polo de inovação abrirá 250 vagas de emprego. A fábrica ocupa mais de 10 mil metros quadrados de área construída. Sua capacidade de produção é de 10 mil ATM por ano, num único turno de oito horas. O início da produção será em dezembro.
 
Mercado
 
Pesquisas do setor bancário de varejo revelam que o mercado de ATMs no Brasil crescerá 16% até 2012, motivo suficiente para os investimentos realizados. “O Brasil é o terceiro maior mercado de caixas eletrônicos no mundo. Nossa decisão estratégica visa atender rápida e definitivamente nossos clientes no Brasil e em toda a região”, destaca Bob Tramontano, vice-presidente de marketing da NCR.
 
“Com essa nova capacidade, estaremos melhor posicionados para oferecer hardware, software e soluções de serviços de ponta que possam ser customizadas para atender as necessidades específicas dos clientes dessa região, ao mesmo tempo em que atingiremos nossos objetivos de expansão e redução de nossos custos operacionais”, garante Elias Silva, presidente da NCR Brasil.
 
A NCR Corporation é uma empresa de tecnologia global. As soluções assistidas e de autoatendimento atendem às necessidades dos mais diversos setores como varejo, finanças e hotelaria em mais de 100 países. A NCR tem 125 anos e está no Brasil há 73.

 

 

 

 

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Mahindra lança picape chassi

 

 

 

 

 

 

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País vai crescer em ritmo forte

William Volcov/AE

Mantega disse que esse crescimento projetado para 2010 deve se manter



 

SÃO PAULO (Folhapress) - O Brasil já está crescendo a uma taxa anualizada de 4% a 5%, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Fórum Econômico Brasil Itália, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ontem. Nos últimos três anos, acrescentou, a média de crescimento é de 5% e a previsão para 2009 é de 1% “positivo”, como fez questão de frisar o ministro.

Mantega disse ainda que esse crescimento projetado para 2010 deve se manter, pois “já se iniciou um novo ciclo de expansão que vai perdurar nos próximos anos”. O ministro citou vários projetos que vão garantir esse desempenho, como para exploração da camada pré-sal, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, no setor hidrelétrico e no de logística, como o trem de alta velocidade, além da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.

A Petrobras, afirmou, está realizando investimentos em torno de US$ 40 bilhões neste ano, “o maior volume de investimento na área de petróleo no mudo”.

Mantega ressaltou ainda os bons resultados da indústria automobilística e lembrou que, como há uma relação de sete habitantes por carro no País, ainda há seis pessoas que podem adquirir automóveis nos próximos anos. “Espero que nem todos comprem se não a cidade vai parar”, ponderou.
 
Taxa

Sobre a taxação de IOF para estrangeiros, Mantega defendeu a medida dizendo que o país teve que implantar uma “pequena taxa” para o capital externo “tamanho era o interesse que havia pelo Brasil”. O objetivo, reiterou, é evitar que haja um exagero de aplicações e a formação de uma “bolha” na Bolsa de Valores brasileira.
 
"Nós queremos que  o capital estrangeiro venha para a bolsa, venha para investimentos diretos e para aplicações financeiras. O que nao queremos é que haja um exagero de aplicações e portanto estamos garantindo que não haverá bolhas na bolsa de valores do Brasil e que não haverá excesso de valorização da moeda brasileira", explicou o ministro.
 

 

 

 

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Empreendedores serão mobilizados pelo Sebrae



 

Promover conhecimento, contatos comerciais e gerar negócios imediatos e futuros são os objetivos do 1º Encontro de Empreendedores e Empretecos do Amazonas. O evento, promovido pelo Sebrae no Amazonas, acontece nos dias 16 e 17 deste mês no Studio 5 – Centro de Convenções, e vai oferecer aos participantes palestras sobre empreendedorismo, painéis empresariais e reuniões de negócios.
 
Aberto a estudantes, empretecos e empreendedores em geral, o Encontro já está com inscrições abertas no site empretec.am.sebrae.com.br/encontro, ou na sede do Sebrae/AM, rua Leornardo Malcher 924, Centro. O valor das inscrições são R$ 30 para empretecos, R$ 50 para não-empretecos e R$ 10 para estudantes. Empretecos são alunos egressos do curso Empretec, um treinamento de excelência empresarial oferecido pelo Sebrae. Informações pelos telefones (92) 2121-4914 /4993/4948/4995/4942.
 
 “Estamos promovendo um evento completo para empreendedores, por meio do qual estamos disponibilizando oportunidades de gerar conhecimento sobre mercado e criando condições para a geração de negócios durante os dois dias de programação”, informa o diretor-superintendente do Sebrae/AM, Nelson Rocha.
 
A solenidade de abertura do Encontro acontece às 15h do dia 16, seguida da palestra magna proferida pelo professor José Dornelas, autor de vários livros de sucesso como “Empreendedorismo, transformando idéias em negócios”. No dia seguinte, acontece a Rodada de Negócios, na qual representantes de empresas locais participam de reuniões pré-agendadas na busca de ofertar e comprar produtos ou serviços. “Um dos momentos mais importantes do evento será o Encontro de Negócios, pois é nela que o empreendedor vai poder prospectar novos mercados e fechar negócios atuais ou futuros”, ressalta a gerente de Educação Empresarial do Sebrae/AM, Maria José.
 

 

 

Entrevista: Gustavo Loyola

 

Para o Brasil a crise econômica já passou”

 

 

 

 

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Política

 

 

 

‘Pique’ de Mirtes Sales é elogiado por Marise

Haroldo Rocha - Dicom-CMM -09/nov/2009

Vereadora Mirtes Sales afirmou que se sentiu honrada com a lembrança para ocupar uma secretária municipal



 

Manoel Marques
Especial para A CRÍTICA
 
A vereadora Mirtes Sales (PP) disse ontem que não recebeu nenhum convite oficial para assumir a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos  da Prefeitura de Manaus, mas que se sentia “feliz e honrada” ao saber, por meio da imprensa, que seu nome está cotado para o cargo.
 
 “Essa é uma pasta que desenvolve um trabalho de grande importância na área social”, comentou, ressaltando que comandar o órgão é uma responsabilidade muito grande e que se o convite for confirmado “é um caso a ser pensado com muito carinho”.
 
O nome da vereadora é citado como um dos cotados para ocupar a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) em substituição à assistente social Lenize Tapajós cuja administração tem sido muito criticada na Câmara Municipal de Manaus.

 Apoio

A parlamentar disse não saber se tem o perfil para assumir essa secretaria. “Eu faço um trabalho social paralelo ao de vereadora, penso que talvez tenha sido esse o motivo que levou o meu nome ser cotado para o cargo, o que me deixa de certa forma bastante vaidosa”, comentou.
 
 Para a vereadora Marise Mendes (PTB), que também teve o nome cotado para essa pasta no início da gestão, Mirtes Sales é uma guerreira. “Ela tem uma liderança muito grande, um pique muito bom de trabalho para dar uma alavancada na secretaria”, disse.
 
Na avaliação de Marise Mendes que é irmã do prefeito Amazonino, a gestão municipal não tem desenvolvido um trabalho melhor porque ainda atua com o orçamento deixado pelo governante anterior. Com certeza, o próximo exercício será melhor“, destacou.
 
Marise disse ainda que a secretária Lenize Tapajós é uma técnica excelente, mas talvez não seja uma grande administradora. Para a vereadora, a troca de secretários é uma coisa normal na administração pública e visa sempre melhorar a qualidade dos serviços.
 
O vereador Jaildo dos Rodoviários (PRP), disse que a reforma administrativa é necessária para melhorar a gestão. “O objetivo é corrigir o que está errado. Não se pretende prejudicar ninguém. O que queremos é que o governo ande pra frente e resolva os problemas da cidade”, disse.
 
Na avaliação do vereador José Ricardo (PT) a reforma na administração municipal ainda é muito tímida diante dos problemas que estão ocorrendo, sobretudo na área do transporte e da limpeza pública. “Até hoje, o que vemos são mudanças tímidas, em que a sociedade ainda não foi a principal beneficiada”, afirmou.
 
O vereador Marcelo Ramos (PSB) usou a tribuna da CMM para destacar o grande número de ocorrências policiais envolvendo os secretários municipais, ressaltando que o prefeito Amazonino Mendes está tomando, em boa hora, a decisão de fazer a reforma nos âmbitos da administração. Ele disse que “a prefeitura está um verdadeiro caso de polícia”.
 

 

 

 

 

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MPE é denunciado

Antonio Menezes

Conselheira Taís ouve as queixas de Maria Regina (ao centro) sobre a atuação do MP no processo sobre o assassinato do seu irmão



 

 André Alves
Da equipe de A CRÍTICA
 
A Associação dos Servidores do Ministério Público do Estado do Amazonas formalizou, ontem, à Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), representação contra à administração do Ministério Público Estadual (MPE). A entidade diz que a chefia da instituição faz vista grossa para os desvios de função dentro do órgão, persegue funcionários que exigem o cumprimento das normas legais dentro do MP e que não trata os funcionários como “serem humanos”.

A representação da associação foi entregue ao corregedor do CNMP, conselheiro Sandro Neis. “O servidor do Ministério Público do Amazonas não é tido como titular de direitos e deveres, como sujeito humano, como um pai de família, como alguém que precisa sustentar uma família. É tratado como um mero instrumento de trabalho do promotor e do procurador, como uma mesa, um computador, uma cadeira”, disse o presidente da Associação dos Servidores do MPE, João Victor Tayah.
 
Segundo ele, a administração da instituição estabeleceu um regime de retaliação aos membros da entidade que vem reivindicando direitos dos servidores. “Nós, da associação,  estamos sendo perseguimos, ameaçados, intimidados a todo momento pela administração. Dos seis diretores da nossa Diretoria Executiva, quatro foram intimidados a saírem. Dois foram ameaçados de perderem seus cargos de confiança caso continuassem na associação e tiveram que sair (da entidade)”.
 
O presidente da associação afirmou que foi removido da sede administrativa do MPE para atuar numa promotoria situada no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, “apenas por perseguição”. A entidade reivindica da direção do Ministério Público Estadual o fim dos desvios de funções no órgão, a criação de um banco de horas e de uma política remuneratória satisfatórias aos servidores.
 
 “O Agente de Serviço, que é um servidor de nível fundamental, exerce, na verdade, as mesmas atribuições do Agente de Apoio, de nível médio, só que ele recebe R$ 1 mil a menos que o Agente de Apoio. E o MP faz vista grossa para essa situação, contratando por meio de concurso essa mão de obra barata para que pessoas exerçam funções que não são inerentes às suas atribuições”,  sustentou João Victor Tayah. “Frequentemente somos obrigados a trabalhar, fora do nosso horário de expediente, sem que isso seja transformado em horas extras, sem que isso seja compensado no banco de horas, porque não existe esse sistema no MP”, apontou.
 
Um grupo de candidatos aprovados há dois anos para o cargo de Agente de Apoio/Motorista Segurança, em concurso público realizado pela instituição, também denunciou ao CNMP, ontem, que os postos continuam sendo ocupados por Policiais Militares, que cumprem o ofício de dirigir para procuradores do órgão.
 

 

 

 

 

 

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Processo de Braga vai ao STF

Raphael Alves - 07/maio/2009

Desembargadora Graça Figueiredo (ao centro) disse ontem que não vai ceder à pressão de grupos políticos



 

Tereza Teófilo
 Da equipe de  A CRÍTICA
 
A Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) decidiu ontem por unanimidade encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o inquérito policial que investiga se o governador Eduardo Braga (PMDB) e o vice-governador Omar Aziz (PMN) utilizaram o programa institucional “Amazonas em Ação” em benefício de Omar durante a campanha eleitoral de 2008, quando o vice-governador foi candidato a prefeito e teve o apoio de Braga. A decisão atende a pedido feito pelo Ministério Público.
 
A denúncia foi requisitada em agosto de 2008 pela promotora da 63ª Zona Eleitoral Lucíola Valois Coêlho da Silva. A propaganda a que se refere o processo trata das obras realizadas na região do Alto Solimões em que o Governo do Estado rebate, por meio de um vídeo de dois minutos, as críticas feitas na  imprensa de que as obras de infraestrutura naquela área não teriam sido realizadas.
 
O processo também cita o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR) pelo fato de ele aparecer ao lado de Braga e Omar em material de propaganda fixado nas casas do conjunto “Cidadão V” , cuja inauguração ocorreu em julho de 2008.
 
 O TRE-AM declinou da competência para julgar o caso. O processo seguiu para o STF e foi julgado monocraticamente pelo ministro Eros Grau, o qual determinou o reenvio do processo ao TRE-AM e que a Polícia Federal ouvisse Braga, Omar, Alfredo e três moradores do Conjunto Cidadão V que tiveram suas casas panfletadas sem a devida autorização.
 
Braga e Omar foram ouvidos pelo delegado federal Wesley Aguiar em 15 de janeiro de 2009, e Alfredo, no dia 17 de fevereiro. Todos afirmaram em depoimento que não autorizaram a fixação dos cartazes nas residências do conjunto Cidadão V.
 
Com as investigações feitas pela  Polícia Federal, Alfredo Nascimento foi excluído do processo porque não teria tido participação efetiva nas propagandas objeto do inquérito.
 
O ex-superintendente da Suhab Robson Roberto informou ao tribunal que a distribuição das casas se iniciou em anos anteriores à eleição. O ex-chefe da Agência de Comunicação do Estado Hiel Levy justificou a veiculação da propaganda dizendo que o conteúdo tinha o objetivo apenas de esclarecer os fatos criticados pela imprensa em relação as obras do Alto Solimões e que o material não tinha qualquer conotação eleitoral.

 Cumprida as investigações no âmbito da PF, o inquérito retorna ao Supremo.

 

 

 

 

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Orçamento do Judiciário é o menos transparente

Antônio Cruz/ABr/Arquivo

Poder Judiciário ficou com um porcentual de aprovação de apenas 4% em termos de transparência orçamentária



 

  
Brasília (ABr)  -  O Brasil precisa ampliar o acesso da população às informações sobre o que é feito com o dinheiro público, indica a pesquisa Índice Latino-Americano de Transparência Orçamentária, feita em 12 países da América Latina. O Brasil ficou em quarto lugar no ranking, com 49 pontos em uma escala de um  (nada transparente) a cem (totalmente transparente). Entre os Poderes da República, o menos transparente é o Judiciário, de acordo com o levantamento.
 
Esse índice é feito com base em um questionário padronizado enviado aos entrevistados. No Brasil, foram ouvidas 86 pessoas, entre jornalistas da mídia impressa, sindicalistas, dirigentes de organizações não-governamentais, acadêmicos e parlamentares integrantes da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.
 
O estudo no Brasil foi coordenado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), em parceria com a organização não-governamental mexicana Centro de Análise e Investigação (Fundar), que supervisionou o trabalho nos 12 países.
 
De acordo com a pesquisa, dos Poderes da República, o Executivo é o mais transparente quanto ao Orçamento, aprovado por 74% dos entrevistados. O Poder Legislativo fica com 11% e o Judiciário, com 4%.
 
Segundo a assessora de política fiscal e orçamentária do Inesc, Eliana Magalhães, o Judiciário ainda não criou mecanismos para permitir transparência e a participação dos cidadãos. Ao entregar ontem a pesquisa ao vice-líder do governo no Congresso, deputado Gilmar Machado (PT-MG), ela disse que tentará marcar reunião com algum órgão do Poder Judiciário.
 
Para Eliana, é preciso vontade política para garantir ao cidadão o direito às informações sobre o orçamento. A democracia tem que sair do ponto de vista formal de mero voto nas urnas e avançar para participação do cidadão nas decisões que vão sendo tomadas. O governo não gera recursos,  recolhe da população. Então, é um direito saber onde o dinheiro está sendo aplicado”, disse Eliana.
  

 

 

 

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Fausto volta à CMM após crise de estresse



 

O vereador Fausto Souza (PRTB), que na noite da última segunda-feira passou mal e foi levado às pressas ao pronto-socorro, compareceu ao trabalho, na manhã de ontem, na Câmara Municipal de Manaus.
  
Acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de integrar uma organização criminosa, o parlamentar aguarda a decisão da Justiça sobre um pedido de prisão preventiva contra ele e o irmão – o vice-prefeito de Manaus, Carlos Souza (PP).
 
Fausto disse ontem que sentiu-se mal quando jantava com a esposa em um restaurante. “Assim que comecei a comer senti tonturas e a vista escureceu. Minha esposa ficou muito assustada. Tinha muita gente no local e me levaram para o pronto-socorro”, contou.
 
Primeiro, o vereador esteve no Pronto-Socorro 28 de Agosto, mas havia muitas pessoas à espera de atendimento e a esposa do vereador decidiu levá-lo ao Prontocord, onde foi submetido a um eletrocardiograma, exame de sangue e verificação pressão. Os médicos atribuíram o mal-estar a um quadro de estresse.
 
Até o início da tarde de ontem, a presidência da Câmara não tinha enviado ao MPE os ofícios requerendo cópias do processo onde constam as acusações contra Fausto. De posse dos documentos a Câmara vai analisar se abre procedimento para investigar suposta quebra do decoro parlamentar por parte do vereador.
 
 “Espero que tudo seja esclarecido o mais rápido possível. Sou uma pessoa que toda Manaus conhece. Sou inocente nessa história”, disse Fausto.

 

 

 

 

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Cidades

 

 

 

 

Estado e Águas do Amazonas sem sincronia

Euzivaldo Queiroz

Vala que vai da avenida Timbiras até a Noel Nutels está aberta há três meses, causando transtornos diários



 

Elaíze Farias
Da equipe de A CRÍTICA

Dinheiro jogado fora. É assim que o motorista de ônibus Jucelino Ramos, 44, descreve a falta de planejamento entre a Águas do Amazonas e o governo do Estado nas obras de recapeamento asfáltico e de expansão de fornecimento de água nas ruas da cidade. Morador da rua Sávio Belota, antiga rua 197, no bairro Cidade Nova, na Zona Norte, Ramos diz que há três meses a via recebeu um serviço de recapeamento, mas que imediatamente a concessionária passou pelo local “rasgando o asfalto” para a  instalação de tubulação.

Há dez dias as valas cavadas pela Águas do Amazonas permanecem como estão, sem receber sequer um asfaltamento improvisado para diminuir a poeira ou evitar o lamaçal. “Por que eles não fazem os serviços sem combinar antes? Por que não se entendem?”, questionou Ramos. Vizinha do motorista, a caixa Lucenilde de Andrade, 30, lamenta o “desperdício de dinheiro público” gasto nas obras desfeitas. “Parece que há falta de planejamento. Eles vêm, deixam a pista lisa e, em seguida, fazem buracos causando transtorno e facilitando acidentes.”

Um dos mais recentes alvos desta falta de sintonia é a rua João Câmara, via que faz a ligação da Cidade Nova ao conjunto Novo Aleixo e alameda Cosme Ferreira. Há pelo menos um mês, a João Câmara passou por um trabalho de recapeamento promovido pela Região Metropolitana de Manaus, órgão do governo do Estado, deixando a via “lisinha e macia”, conforme descreve Francisco Carlos Costa, morador do bairro Cidade Nova. “Todo mundo elogiou. Ficou bonito. Não demorou uma semana e fizeram essa vala imensa aí. Ficou um tempão sem asfalto e depois colocaram um piche em cima só para dizer que fizeram alguma coisa.”

O coordenador executivo da Região Metropolitana de Manaus, Luís Filho Borges, disse que deve se reunir até nesta sexta-feira para definir um planejamento de cronograma que acabe com essa falta de sincronia. Segundo Borges, outras vias onde foram abertas valas foram a alameda Cosme Ferreira, a estrada do Tarumã e algumas ruas dos bairros São Pedro, Jesus Me Deus e Campos Sales. “A gente recapeou e eles (a Amazonas do Amazonas) abriram tudo de novo”, disse. Borges reconheceu que é preciso planejar os trajetos onde ambos os órgãos atuam para que se “trabalhe em sintonia”.

 

 

 

 

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Dos balneários ao comércio

Antonio Lima

Antigo balneário do Parque Dez é hoje o Passeio do Mindu. Águas poluídas impossibilitam uso, mas as pistas são usadas para caminhada



Monica Prestes
Especial para A CRÍTICA

Há 70 anos, quando o bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul, era um dos extremos da cidade e frequentado por banhistas que procuravam o balneário do Parque Dez, as águas do igarapé do Mindu eram límpidas e faziam a diversão de crianças como Ana Cheik, 47, e suas cinco irmãs, que moram no bairro desde 1969.  “Quando nos mudamos, só tinha a mata e o igarapé, que já era muito frequentado, até porque ainda não havia estrada para a Ponta Negra”, lembrou.

Filha caçula de uma das primeiras famílias a se mudar para o conjunto Castelo Branco - o primeiro do bairro, construído em 1969 -, Ana acompanhou a transformação de um conjunto “abandonado” em meio à floresta em um bairro de classe média com um tradicional centro comercial e uma vida noturna badalada. “Até a construção do conjunto, o bairro se resumia aos balneários do Parque Dez e dos Japoneses. Tínhamos poucos vizinhos e nenhuma infraestrutura.

Naquela época, lembra ela, o cotidiano dos moradores do bairro era parecido com o de quem vive nas invasões de hoje, apesar de o conjunto ter sido construído pelo Estado. “As ruas não eram asfaltadas e tínhamos que caminhar 30 minutos na lama, com os sapatos na mão, até a parada de ônibus mais próxima”.

Outro problema enfrentado pelos primeiros moradores do bairro era o risco de destelhamentos durante os temporais, segundo Ana. “Todas as árvores foram derrubadas para a construção das casas e, quando chovia, minha mãe reunia as filhas e começava a rezar para nossa casa resistir.

Dificuldades à parte, era nos dias de sol que os moradores do bairro usufruíam do privilégio de morar em meio à uma reserva natural, que ocupava toda a área hoje compreendida pelo Parque Dez, que faz fronteira com Flores, Cidade Nova, Aleixo, Adrianópolis, Nossa Senhora das Graças, Parque das Laranjeiras e Chapada. “As mulheres se reuniam e iam lavar roupa no igarapé do Mindu enquanto as crianças brincavam nos balneários, que ainda não eram poluídos. Até as árvores de Natal nós tirávamos da floresta”, disse.

De acordo com Ana, a partir da década de 1980, com a expansão da cidade para as zonas Leste e Norte, outros conjuntos habitacionais surgiram ao redor do pioneiro Castelo Branco. Hoje já são mais de 50 conjuntos em todo o bairro.  “Casas foram construídas no entorno do igarapé e ruas foram abertas, transformando o Parque Dez em passagem para outros bairros. A chegada de outros moradores trouxe a poluição ao igarapé, afastou os banhistas e mudou nossa vida”.

 

 

 

 

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Provas no Enem na lixeira

Clóvis Miranda

Exames foram recolhidos pela Polícia Federal, que busca informações sobre o responsável pelo material descartado



 

Ana Celia Ossame
Da equipe de A CRÍTICA

Dezenas de pacotes de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para ocorrer nos dias 3 e 4 de outubro passado e cancelado por denúncia de fraudes ocorridas em São Paulo, foram descartados em lixeiras de residências da rua Modolvar, no conjunto Jardim Friburgo, no Tarumã, Zona Oeste. Os pacotes eram destinados à Escola Estadual Eldah Bitton Telles da Rocha e os conteúdos referiam-se aos dois dias de prova.

O material foi recolhido pela Polícia Federal, que vai iniciar as investigações para saber quem estava responsável por esse material, informou o delegado Paulo Teixeira. No Amazonas, a exemplo dos demais Estados do País, o Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção, o Connasel, era o responsável pela aplicação do Enem.

De acordo com alguns moradores da rua que preferiram não se identificar, desde as primeiras horas da manhã foram notados os vários pacotes. Um morador resolveu abrir um dos pacotes e constatou serem as provas do Enem. Isso o levou a chamar a reportagem de A CRÍTICA que, em seguida, comunicou o fato à Polícia Federal.

Escândalo

As provas recolhidas nas lixeiras em Manaus eram parte de um total de 4 milhões que seriam aplicadas em mais de 1,8 mil municípios brasileiros e que custaram ao Ministério da Educação (MEC), aproximadamente, R$ 116 milhões. A fraude foi denunciada pelo jornal Estado de S. Paulo que, por telefone, foi procurado por um homem informando ter duas das provas do Enem que seriam aplicadas no sábado. Em troca da informação, ele teria cobrado R$ 500 mil. Com isso, o MEC suspendeu o exame e remarcou a data do próximo para os dias 5 e 6 de dezembro.

Dias antes do exame, A CRÍTICA recebeu informação de que malotes com as provas a serem levados para escolas da capital e do interior haviam sido violados e pessoas detinham exemplares do exame a ser aplicado no final de semana.

Ao buscar informações sobre a logística empregada para distribuição dos malotes nos 62 municípios com a empresa Connasel, contratada pelo MEC e responsável pela coordenação do exame, foi informada de que só o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília, estava autorizado a passar informações para a imprensa. Este órgão, por sua vez, informou que, por segurança, não daria informações sobre a distribuição desse material.

 

 

 

 

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Pane dias antes do acidente

Márcio James – 18/10/2009

O avião que caiu fez parte da exposição realizada pela base aérea por ocasião do Dia do Aviador




Ana Celia Ossame
Da equipe de A CRÍTICA

O avião modelo C-98 Gran Caravan, prefixo FAB 2725, que caiu no último dia 29 de outubro, pode ser o mesmo que apresentou problemas mecânicos durante voo panorâmico realizado na Força Aeréa Brasileira (FAB) no dia 18 do mesmo mês. 

A informação foi dada a A CRÍTICA por Marinho Leite, 37, proprietário de uma funilaria, que gravou no aparelho celular a informação da pane no avião 2725 quando anunciada pela torre de controle enquanto estava em outra aeronave do mesmo modelo que também fez voos panorâmicos em comemoração ao Dia do Aviador.

No acidente,  ocorrido em uma área de floresta próxima ao rio Ituí, afluente do rio Javari, nas proximidades da aldeia dos índios matis, morreram um militar e um funcionário da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), enquanto nove passageiros sobreviveram.

Torre de controle

Acompanhado da filha pequena, Marinho estava no voo de prefixo 2728 e filmava a menina dentro da aeronave quando registrou o aviso da torre de controle anunciando uma pane na outra aeronave, o que provocou a suspensão dos voos que seriam feitos por ela.

Isso, segundo ele, parece indicar que havia um problema que não foi resolvido, tanto que a mesma aeronave caiu quando transportava sete técnicos da Funasa que realizavam vacinação nos índios da região do Vale do Javari. “Acho que é preciso investigar porque morreram duas pessoas e outras nove estiveram em risco de morte”, assegurou Marinho, que decidiu denunciar a questão para pedir que a investigação das causas do acidente leve em conta essas informações.

A Força Aérea Brasileira (FAB) negou qualquer possibilidade de que uma aeronave com problema tenha sido usada para qualquer voo. De acordo com o coronel Leite, tanto isso é verdade que no evento a aeronave foi impedida de voar. Segundo ele, existem sete aeronaves do mesmo modelo da que sofreu o acidente cujas causas estão sendo investigadas e serão informadas à população.

 

 

 

 

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Entrevista com Mauro Antony



 

Raphael Souza, após ser condenado, será transferido do Batalhão de Choque para um presídio comum de Manaus ou cumprirá sua pena no quartel da PM mesmo?

Lugar de preso cumprir pena não é em quartel da PM. Lugar de condenado é na cadeia. Eu dei ordem para que ele fosse recolhido a um presídio comum, mas ele e os demais réus ainda podem recorrer da sentença.

Qual o prazo para que ele e os demais condenados recorram da sentença? Isso está escrito na sentença

Eles todos têm o mesmo prazo para recorrer. São até cinco dias depois da publicação da sentença. Enquanto isso, ele não deve ser transferido do quartel. E isso está escrito na sentença.

Quem vai julgar o recurso dos condenados caso eles recorram? Há um prazo específico para que esse recurso seja julgado?

O recurso será julgado pelas Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça. O recurso chegará às câmaras por distribuição. Cada câmara tem três desembargadores e um deles será o relator do processo. Ele é quem vai julgar o recurso dos condenados. Todos eles podem recorrer. É garantido na lei. Não há um prazo específico para que o julgamento aconteça.

 

 

 

 

 

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Todos condenados

Antonio Lima - 17/09/2009

A pena maior dentre todas sentenciadas ontem pelo juiz Mauro Antony foi de 11 anos para Raphael Wallace de Souza



 

Joana Queiroz
Da equipe de A CRÍTICA

Dez réus do “Caso Wallace” foram sentenciados ontem pelo juiz da 2ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorp ecentes (Vecute), Mauro Antony. A somatória das penas é de 73 anos de reclusão em regime fechado, a maioria sem o direito de recorrer da sentença em liberdade.

Os
militares foram punidos, ainda, com a perda da função pública. A pena maior foi de 11 anos, dada a Raphael Wallace de Souza, filho do ex-deputado Wallace Souza. Ele foi condenado pelos crimes de associação para o tráfico e porte ilegal de munições de uso restrito.

Na sentença, Antony registra que existem “inúmeras provas” de que Raphael participava de uma organização criminosa, andava armado e agia como se fosse policial. Apoiado na condição do então coronel Felipe Arce, afirma o juiz, ele praticava “estouro” a bocas-de-fumo – ação que servia de fachada para o verdadeiro objetivo: o “arrocho” a traficantes.

“Tenho que admitir que em quase 13 anos de exercício da magistratura, nunca tinha interrogado uma pessoa com mente tão fértil, assim como nunca tinha ouvido de nenhum réu resposta tão criativa (...) que espanca o senso comum”, escreveu o juiz. Ele refere-se à explicação de Raphael para o papel encontrado em sua casa com o “organograma” do grupo: a de que elaborou o esquema explicando a seu advogado de que crimes estava sendo acusado.

Penas

Os demais réus, o tenente-coronel Felipe Arce Rio Branco e o ex-policial militar Moacir Jorge da Costa, o “Môa”,  foram condenados a  10 anos de prisão, cada um; o jardineiro Wagner leite Ferreira, o “Gabarito”, a 6 anos e 6 meses; o soldado da PM Railey Lima, o “Ralinho”, recebeu 5 anos e 10 meses de condenação; José Eraldo Arce, o “Neguinho Heraldo”, foi condenado a 7 anos; o cabo Júlio de Souza Gomes, 7 anos e 8 mese de prisão; Frank Oliveira da Silva, o “Frankizinho”, Mário Sabóia e André Luís Fernandes foram sentenciados a 5 anos de prisão cada. Os dois últimos podem recorrer em liberdade.

Os réus foram sentenciados apenas no processo que tramitou na 2ª Vecute e que foi originado no inquérito da prisão do ex-policial militar “Môa”, em outubro do ano passado. A maioria dos réus foi condenada por associação para o tráfico, mas também está sendo processada por crimes de homicídio que tramitam na vara do júri. Um dos casos é o da morte do traficante Cleomir Bernardino, o “Caçula”, assassinado em janeiro de 2007. De acordo com integrantes da força-tarefa, há pelo menos 13 casos de homicídio cuja autoria é atribuída aos integrantes do grupo.

 

 

 

 

 

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Sefaz paga hoje indenizações a 58 das 100 famílias

Luiz Vasconcelos

Fabiana Ribeiro esteve ontem na escola querendo saber quando começariam aulas



 

Emerson Quaresma
Especial para A CRÍTICA

O secretário de Estado da Fazenda (Sefaz), Isper Abrahim, afirmou que hoje 58 famílias das 100 que perderam suas casas no bairro da Raiz, Zona Sul, receberão suas indenizações. A garantia de Isper se deu depois de muitas promessas, sem sucesso, de pagamento às famílias feitas pela Defesa Civil do Estado de que os pagamentos começaram na quinta-feira da semana passada.

Segundo Isper, algumas famílias estão com pendências de documentos e, por isso, ainda não receberão. Ele não soube precisar quantas. Ao contrário do que a Defesa Civil havia afirmado, o titular da Sefaz disse que algumas famílias optaram por receber casa do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim).

“Recebi o processo burocrático administrativo que ficou pronto hoje (ontem) à tarde. E essas famílias vão receber a indenização amanhã (hoje). As demais famílias que estavam inscritas no Prosamim irão receber casa, só que não é amanhã. Será logo”, disse Isper Abrahim.

Ontem também foi o último dia para as pessoas deixarem a Escola Estadual Nelson Alves Ferreira, no bairro Betânia, Zona Sul. Mas pelo menos uma dúzia delas não tinha para onde ir. Por isso, o titular da Sefaz disse que conversou com o secretário de Estado de Educação (Seduc), Gedeão Amorim, para que permitisse que as poucas que restaram ficassem até amanhã.

A diretora da escola, professora Eliete Campos, disse que o secretário Gedeão deu o “veredicto” para que todos saíssem, mas que aqueles que não tinham onde dormir na noite de ontem poderiam ficar. No entanto, essas últimas famílias terão que sair até às 9h de hoje, quando a equipe de manutenção da Seduc chegará para consertar o que foi quebrado nas três semanas em que a escola serviu de abrigo. Segundo a diretora, as aulas recomeçam amanhã à tarde, e os 15 dias perdidos serão recuperados em dezembro.

 

 

 

 

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Projetos discutidos em Brasília

Roque de Sá/Ag.Tempo

Após reunião, Amazonino e Braga disseram que houve avanço em discussão




Antônio Paulo
Da equipe de A CRÍTICA

BRASÍLIA (SUCURSAL) – O governador Eduardo Braga e o prefeito Amazonino Mendes reuniram-se ontem com os ministros das quatro áreas que formam o comitê da Copa de 2014 – Planejamento, Esportes, Cidades e Turismo – para buscar recursos do Governo Federal que financie parte do principal projeto de mobilidade urbana da cidade de Manaus formado por monotrilho e BRT (Bus Rapid Transit) que deverá custar em torno de R$ 2 bilhões.

As negociações do Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus, com os “ministros da Copa”, têm a ver com recursos da União a fundo perdido, sem empréstimo ou endividamento dos dois entes federados. Nem Braga nem Amazonino quiseram falar de valores, mas A CRÍTICA apurou que são R$ 200 milhões a serem destinados à Prefeitura de Manaus.

“Não temos capacidade de endividamento nem de pagamento. Manaus é uma pobre coitada que não tem recursos para fazer frente às demandas que vamos precisar para esse evento na cidade”, declarou o prefeito Amazonino Mendes. O Governo Federal já disponibilizou R$ 5 bilhões, no BNDES, para financiar os projetos e ações na área de mobilidade urbana e transporte coletivo.

Mesmo sem fechar valores, o governador Eduardo Braga e o prefeito Amazonino Mendes saíram da reunião, com os ministros Paulo Bernardo, Orlando Silva, Márcio Fortes e Luiz Barreto Filho, dizendo que houve avanços e com dois bons resultados: receberam elogios pelo projeto do monotrilho-BRT com relação à viabilidade técnica e de conteúdo. “Agora, vamos discutir como viabilizá-lo financeiramente, podendo ser por meio de empréstimo, a fundo perdido, recursos da Sudam ou da Suframa. São várias as possibilidades que estamos tratando com o Governo Federal”, disse Braga.

Essa contrapartida da União deverá ser definida em uma outra reunião com as presenças do governador e do prefeito de Manaus. A proposta – de R$ 200 milhões – será analisada pelos “ministros da Copa”, que deverão definir os valores no próximo encontro.

 

 

 

 

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Transatlântico atraca sob ordem judicial

Bruno Kelly

O Silver Cloud ficou parado no meio do rio esperando solução para o impasse



 

Uma disputa judicial quase obriga o desembarque dos 150 turistas do transatlântico Silver Cloud a acontecer no porto de cargas Chibatão, no Distrito Industrial. Segundo os responsáveis pelo receptivo do navio, a administração do Porto de Manaus estava impedida, pela Capitania dos Portos, de permitir que embarcações com peso superior a 3 mil toneladas atracassem do porto privatizado.
 
Apenas no início da noite, uma liminar a favor da administração do porto autorizou o navio que tem 16.800 toneladas a atracar no píer 2 do porto privatizado. O transatlântico Silver Cloud, que é o primeiro da temporada 2009/2010 a passar na capital amazonense, ficou por mais de 15 minutos fundeado em frente à cidade, enquanto se resolvia o impasse.
 
O responsável pelas excursões do Silver Cloud, Leandro Ponte, disse que o problema ocorrido em Manaus acaba colocando em risco o turismo, mas lembrou que casos desta natureza têm acontecido em outros portos do País. “Isso é um caso típico do Brasil”, desabafou Leandro.
 
A notícia que o transatlântico não poderia atracar no Porto de Manaus chegou quando o navio saiu de Belém. “Quando soubemos, tivemos que mudar toda a nossa logística. Porque o porto Chibatão não tem estrutura para receber turistas e tivemos que pensar em ônibus para transportá-los. Foi desgastante. Até que, à tarde, às 18h, liberaram para atracarmos no Centro”, contou Leandro.

 

 

 

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Brasil

 

 

 

 

Pane em Itaipu afeta metade do País

Keiny Andrade/Agência Estado

Imagem mostra região do bairro do Limão, na zona norte de São Paulo, uma das afetadas pelo apagão



 

RIO DE JANEIRO (FOLHAPRESS/AG) – O apagão que atingiu ao menos nove Estados na noite de ontem foi causado por uma pane ocorrida na usina hidrelétrica de Itaipu, informou o Ministério de Minas e Energia. Até às primeiras horas de hoje ainda não tinham sido informados detalhes sobre a pane, que causou um blecaute na metade do País.

O Paraguai também ficou sem luz. Cidades de pelo menos nove Estados – São Paulo, Minas, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pernambuco – ficaram sem luz desde às 22h10.
 
Segundo a ONS (Operador Nacional do Sistema), foram perdidos 17 mil MW de potência, o que equivale à potência geral do Estado de São Paulo. Ainda não sabe quantas cidades foram afetadas, porém, na cidade de São Paulo o problema provocou caos nas ruas e avenidas, no metrô e nos trens.
  
No Rio, o problema prejudicou a circulação de veículos nas principais vias, como a Linha Amarela e Avenida Brasil, devido à falta de funcionamento da sinalização. Os elevadores dos prédios também foram prejudicados pela falta de força.
 
Segundo Nelson Hubner, diretor geral da Aneel, Itaipu estava parada. Como o sistema é todo interligado, houve uma paralisação em cascata de várias linhas de transmissão, afetando o fornecimento de energia elétrica nos Estados do Rio, Minas, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Segundo o técnico, o blecaute foi provocado por falhas numa linha de transmissão do sistema interligado Sul-Sudeste. Essa linha, de 750 kilovolts (kv) saiu do sistema, possivelmente devido a raio ou ventos fortes. Como o sistema é interligado, por proteção, várias linhas de transmissão foram automaticamente desativadas, “como num efeito dominó”, ratificou o técnico. A linha que provocou o problema provavelmente vem de Itaipu.

 

 

 

 

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Rogério Pina

 

Comitiva vai a Dubai

 

 

 

 

 

 

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Sim & Não

 

 

 

Alfredo reúne Braga e Amazonino
 

O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), o governador Eduardo Braga (PMDB) e o prefeito Amazonino Mendes (PTB) se reuniram ontem em Brasília. O encontro foi no gabinete do ministro e durou aproximadamente duas horas. O teor da conversa não foi divulgado. Assessores dos três políticos explicaram que foi uma reunião fechada e da qual não puderam participar. Eles informaram, porém, que tanto o ministro quanto o governador e o prefeito saíram do encontro rindo.
 
Rumores   Nos corredores do Congresso, parlamentares amazonenses comentaram que Braga, Amazonino e Alfredo conversaram sobre o vice-prefeito Carlos Souza.
 
Ética   Resposta de Amazonino, ao ser indagado sobre o envolvimento do vice-prefeito Carlos Souza  no “Caso Wallace”: “Não vejo e não comento. Não é por nada. Ele é o vice-prefeito e não cabe a mim fazer qualquer comentário. Não é por razões políticas, mas é uma questão de ética pessoal”.
 
Incursão   O pré-presidente do IMTT Rafael Siqueira  está fazendo incursões no órgão antes mesmo de assumi-lo. Conversou com os agentes de trânsito e causou péssima impressão. Os fiscais do IMTT comentaram que ele  já chegou dando chicotadas.
 
Emendas   Outro ainda não investido do cargo e que já atua como tal é o deputado Ângelus Figueira (PV). Ele está ligando para os parlamentares federais pedindo emendas para a Prefeitura de Manacapuru, que deve herdar nos próximos dias com a cassação de Edson Bessa.
 
Decano    Nenhum dos dez integrantes da Mesa Diretora da CMM apareceu ontem, às 9h, para abrir a sessão da Casa no horário regimental. A reunião só começou porque o decano, Mário Frota (PTB), com base no regimento interno, assumiu os trabalhos às 9h20.
 
Idólatra   Depois de deixar quebrar a estátua do galo carijó, uma escultura portuguesa, o presidente da CMM, Luiz Alberto Carijó (PTB), perdeu esta semana uma imagem de Cristo, que caiu e se quebrou durante coletiva de imprensa, na segunda-feira.
 
Barulho   O aparente silêncio que o ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro faz na prisão causa incômodo no meio político. Corre que ele teria revelado vários nomes na surdina. O assunto foi tema de conversas em gabinetes da sede do Governo, na Compensa.
 
Remédio  O deputado estadual Josué Neto (PMN) foi orientado a entrar em repouso absoluto. Na semana passada, ele apresentava um quadro de pneumonia, que agora evoluiu para hepatite medicamentosa.
 
Suspeição  A Federação Nacional dos Servidores da Caixa vai ao CNJ denunciar supostas irregularidades ocorridas em uma ação de indenização que envolve o Clube da Caixa/AM. Os vícios no processo são levantados pelos sócios do clube.
 
Leilão  Por conta desta ação, as instalações do Clube da Caixa, na Efigênio Salles, serão leiloadas hoje, às 10h, no Fórum Enoch Reis. O valor do leilão é de R$ 2,28 milhões.
 
Na berlinda  Hoje será a vez do Conselho Nacional do Ministério Público ouvir as queixas da população contra o Ministério Público Federal. Representantes da sociedade civil organizada preparam relatórios.


PINGA-FOGO


*  A votação dos projetos do pré-sal, marcada para hoje, garantiu um novo fôlego ao polo de CDs e DVDs de Manaus. A PEC 98, que trata do assunto, está fora da pauta e só volta à discussão na semana que vem.
 
* O Sinteam/Tefé denunciou que 40% dos servidores da Educação do Município são contratados em regime temporário. Por isso, pede realização de concurso público.
 
* A ManausCult não realiza licitações. A explicação é da assessoria da fundação para rebater informações de irregularidades em licitações realizadas pelo órgão.
 
* A informação foi publicada pela coluna, com base em ato do Ministério Público.

 

 

 

 

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JORNAL DO COMMERCIO

 

 

Criatividade fica a serviço da inovação no Amapá em prêmio de design - 08/11/2009

 

 



Depois de passar por um processo de avaliação no final de outubro, 34 projetos foram inscritos no 1º Prêmio Amapá Design

Por Redação do JC

Depois de passar por um processo de avaliação no final de outubro, 34 projetos foram inscritos no 1º Prêmio Amapá Design. Francisco Lobo, Paulo Ricardo e Cyntia Malaguti, designers conhecidos nacionalmente, foram os responsáveis pela triagem e julgamento dos trabalhos. O prêmio é dividido em duas categorias: artesanato e móveis. Os projetos vencedores e classificados serão expostos na Feira do Empreendedor do Amapá, que será realizada nos dias 18 a 21 de novembro, em Macapá.
O projeto Mesa Régia, de autoria de Déborah Cristina Silva, Rafael Rondon e André Lopes Pizzaro, foi o vencedor na categoria moveleiro. Rosângela Costa da Silva, autora do projeto Jogo Americano e Utensílios para Mesa de Jantar e Restaurantes, sagrou-se campeã na categoria de artesanato.
A iniciativa de premiar trabalhos de design tem como objetivo estimular os alunos da área no Amapá a criar projetos de mobiliário e artesanato com inovação e soluções práticas e eficazes. Para a designer Cyntia Malaguti, essa é uma oportunidade de fortalecer a relação do design com o turismo, conectando melhor a identidade do Estado ao seu espaço territorial.
“Um bom trabalho de design é o que diferencia uma empresa em meio a outras tantas em um mesmo segmento de mercado”, avalia Malaguti. Outra perspectiva seria contribuir na fixação de uma identidade cultural local na memória do visitante. Essa identidade cultural estaria presente na temática amazônica, aliada a um produto com uma linguagem estética polida e de bom trato final.
Devido à inserção de novas tecnologias na vida cotidiana, o design sofre influência da cibercultura e trabalha com as características exercidas sobre o indivíduo dos dias atuais. “As pessoas devem estar atentas a questões de comportamento. E é exatamente esse comportamento que será expresso no produto”, disse Chico Lobo. Para o designer, a temática ambiental e tecnológica são pontos iniciais para o desenvolvimento de projetos de produtos. O resto está ligado à cultura de cada região.

Critérios de avaliação

Dentre os critérios que foram avaliados pelos especialistas, está o potencial de desenvolvimento do produto e como ele pode ser inserido, da forma mais refinada possível, como produto acabado no mercado local. Chico Lobo avaliou projetos de artesanato elaborados a partir de uma tecnologia local, a cerâmica, a forma como ela é usada, com design e linguagem atual, e ao mesmo tempo com uma identidade local.
Em todos os projetos os especialistas também se preocuparam em avaliar a viabilidade do produto e sua colocação no mercado. “Fizemos recomendações de melhorias para alguns candidatos. Vamos chamá-los em algum momento para dizer: você foi premiado, mas para a viabilidade do produto é necessário que se deem outros passos”, destacou Cyntia Malaguti.
O propósito do Sebrae/AP ao dialogar com nomes importantes do design nacional é encontrar uma abordagem de design mais ampla, nacional, além de obter uma opinião externa sobre o que se produz no mercado local. “Esse prêmio é uma oportunidade para o setor hoteleiro observar o que se produz no mercado local e conectar-se com o setor produtivo de acordo com as suas demandas”, ponderou o designer Chico Lobo.

 

 

 

 

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Governo lista produtos dos EUA a serem retaliados

 

 



O governo brasileiro divulgou ontem uma lista preliminar de produtos importados dos Estados Unidos que podem sofrer retaliações tarifárias a partir de janeiro. A relação com 222 itens inclui alimentos, cosméticos, medicamentos, eletrodomésticos e veículos
10/11/2009

Por Redação JC

O governo brasileiro divulgou ontem uma lista preliminar de produtos importados dos Estados Unidos que podem sofrer retaliações tarifárias a partir de janeiro. A relação com 222 itens inclui alimentos, cosméticos, medicamentos, eletrodomésticos e veículos.
A lista, publicada no “Diário Oficial’’ da União, ficará sob consulta pública até o fim de novembro, para que setores da indústria e varejo nacionais se manifestem sobre eventuais danos colaterais da medida.
Apesar do direito de retaliação obtido pelo Brasil junto à OMC (Organização Mundial do Comércio) em agosto deste ano estar estimado em US$ 800 milhões, as mercadorias listadas equivalem a 10,6% dos desembarques americanos no país em 2008 (ou US$ 2,7 bilhões).
“Temos gordura para queimar. O objetivo é poder receber comentários e sugestões de exclusão ou inclusão de itens para aperfeiçoar o trabalho de elaboração da lista final’’, afirmou a secretária-executiva da Camex (Câmara do Comércio Exterior), Lytha Espíndola.
Embora o Brasil ainda esteja oficialmente aberto a negociar, a demora de um posicionamento claro das autoridades americanas em relação ao corte dos subsídios esgotou a paciência do governo, que tem pressa em aplicar a medida. O grupo de trabalho interministerial formado promete entregar aos ministros da Camex a proposta final até o dia 10 de dezembro.
A ideia é sobretaxar a partir de janeiro. O Brasil estabeleceu um limite de até 100 pontos percentuais sobre as alíquotas atuais, para calibrar o valor retaliado. “Para não prejudicar a indústria nacional, a lista se concentra em produtos de maior valor que não são insumos ou bens de capital, além de itens que o mercado interno ou terceiros mercados conseguem suprir’’, afirmou Lyhta.
O Brasil também poderá aplicar retaliação sobre serviços e propriedade intelectual. A medida, que ainda depende de alteração na legislação nacional, só poderá ser aplicada a volumes acima de US$ 450 milhões.

 

 

 

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Parceria com prefeituras permite a implantação das cozinhas comunitárias - 11/11/2009

 

 

 



As cozinhas comunitárias são equipamentos públicos implantados pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) em parceria com prefeituras para fornecer refeições saudáveis e com preço acessível às famílias pobres urbanas.

Por Redação do JC

As cozinhas comunitárias são equipamentos públicos implantados pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) em parceria com prefeituras para fornecer refeições saudáveis e com preço acessível às famílias pobres urbanas. As instalações apoiadas têm capacidade mínima de produção de 200 refeições diárias, com funcionamento de, no mínimo, cinco dias por semana.
O MDS estimula a multifuncionalidade das cozinhas comunitárias, como, por exemplo, a promoção da educação alimentar dos seus usuários e grupos sociais como crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes. São direcionadas para municípios com população superior a 50 mil habitantes e, diferentemente dos restaurantes populares, que atende a um público diversificado, as cozinhas comunitárias são destinadas exclusivamente a famílias carentes, previamente cadastradas no programa. A distribuição de refeições deve ser, preferencialmente, gratuita, podendo ser comercializada a preço acessível.
O MDS financia os projetos de implantação de cozinhas comunitárias, que são escolhidos por meio de licitação pública, e apóia a construção, ampliação, reforma e conclusão de instalações prediais, além de aquisição de equipamentos móveis e utensílios novos. As cozinhas comunitárias são direcionadas a centros urbanos com populações menores, podendo ser utilizadas em grandes centros urbanos, para atender a uma demanda de apoio à alimentação de regiões periféricas da cidade que apresentem elevado índice de carência alimentar.
Ampliar a oferta de refeições nutricionalmente adequadas à população de baixa renda e, ainda, contribuir para a redução do número de pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional. Podem participar do programa os trabalhadores formais e informais de baixa renda, desempregados, estudantes, idosos, mães com seus filhos e populações em risco social nas periferias urbanas. Os municípios ou governos estaduais interessados devem encaminhar os projetos, nos termos e prazos fixados nos editais publicados pelo MDS. As informações estão disponíveis no portal do MDS: www.mds.gov.br.

 

 

 

 

 

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JORNAL DIÁRIO DO AMAZONAS

 

 

Economia

 

 

 

Valor do 13º local é de R$ 935 mi

 

 

 

 

 

 

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Shoppings ainda têm 900 vagas

 

 

 

 

 

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Tráfego aéreo aumenta 42%

 

 

 

 

 

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Dólar sobe pela 1ª vez em novembro

 

 

 

 

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Lista da Semsa deve sair dia 23

 

 

 

 

 

 

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Para prefeito, sistema fiscal aplicado na Semef ainda é do tempo do ronca”

 

 

 

 

 

 

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Inscrições para Senai vão até sexta

 

 

 

 

 

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Política

 

 

TCU constata falhas na formação de professores

 

 

 

 

 

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Cidades

 

Recursos para obras da Copa sem definição

 

 

 

 

 

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Brasil

 

Aprovada capitalização da Petrobras

 

 

 

 

 

 

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PARANASHOP

 

 

 

Seminário aborda desenvolvimento sustentável

 

 

A Gestão Sustentável é um modelo capaz de orientar o curso de uma empresa, comunidade ou país, visando manter uma relação harmônica entre os setores social, ambiental, educativo e econômico.

Baseado nesta questão central, a FAE Centro Universitário promove entre os dias 11 e 13 de novembro, o 4º Seminário sobre Sustentabilidade. Neste ano, o tema central do evento, realizado pelo Mestrado em Organizações e Desenvolvimento da instituição, será: "Desenvolvimento com Sustentabilidade: desafio do século XXI”.

A intenção é aproximar grupos ou pessoas envolvidas com o meio sustentável, analisar diferentes práticas para o desenvolvimento e propor estratégias que viabilizem o debate. No encontro estarão reunidos pesquisadores que irão promover uma discussão interdisciplinar a respeito do significado atual do desenvolvimento com sustentabilidade.

Os trabalhos apresentados serão divididos por temáticas: gestão social e políticas públicas; questões socioeconômicas; inovação; desenvolvimento local; ensino, pesquisa e extensão; e organizações.

Para o professor Antoninho Caron, membro do comitê organizador, este tema é exatamente a problemática atual. Para ele, o principal desafio deste século é encontrar um novo modelo que traga oportunidade a todas as pessoas, gerando trabalho, bens e serviços em harmonia com a natureza. "No seminário serão discutidas as questões do aquecimento global; novos valores de uma sociedade; as intensas mudanças na sociedade e no meio ambiente; a ética e a moral”, conclui.

Serão realizadas cinco palestras com professores doutores, sete oficinas e apresentação dos trabalhos inscritos. A abertura será feita pelo professor doutor Francisco Maria Cavalvanti de Oliveira, com a palestra magna "A Navegação Venturosa: O pensamento de Celso Furtado”.

Além dele, outros palestrantes de renome estarão presentes ao evento: Prof. Clóvis de Vasconcelos Cavalcanti (hors concours pesquisador titular da Fundação Joaquim Nabuco e membro fundador de diversas entidades do setor), Prof.ª Dr.ª Liana Maria da Frota Carleial (doutora em Economia pela Universidade de São Paulo e diretora do IPEA), Prof. Dr. José Henrique de Faria (líder do Grupo de Pesquisa Economia Política do Poder e Estudos Organizacionais - UFPR/CNPq), Prof. Dr. Arlindo Philippi Jr (doutor em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, pesquisador e coordenador de Área Interdisciplinar da CAPES), entre outros.

Além de assistirem às palestras, os participantes poderão participar de oficinas sobre temas como "Riscos e Vulnerabilidades: os impasses para a sustentabilidade e o direito ambiental”, "Educação para a Sustentabilidade e a Mudança de Comportamentos”, "Teoria Crítica da Sustentabilidade”, "Economia solidária: formação humana para a sustentabilidade”, além de outras com temas correlatos.

A ocasião pode ser aproveitada principalmente por gestores públicos e privados, professores, alunos de graduação e pós-graduação, pesquisadores e profissionais envolvidos com a sustentabilidade.

Os trabalhos aprovados pela comissão organizadora serão publicados nos canais eletrônicos do evento. As inscrições dos artigos poderão ser feitas pelo site www2.fae.edu/sustentabilidade2009 até o dia 15 de novembro.

SERVIÇO:
4º Seminário sobre Sustentabilidade
Local: FAE Centro Universitário - Rua 24 de Maio, 135 – Centro – Curitiba/PR
Inscrições: R$ 80,00 para profissionais e estudantes de pós-graduação, R$ 50,00 para estudantes de graduação e R$ 35,00 para alunos e funcionários da FAE.
Informações: (41) 2105.4190 ou 2105.4170
www2.fae.edu/sustentabilidade2009


PROGRAMAÇÃO
11.nov – Quarta-Feira

8h às 8h45
Local: Teatro (Hall de Entrada)
Credenciamento

8h45 às 9h
Local: Teatro (Hall de Entrada)
Abertura oficial do evento

9h às 10h30
Local: Teatro (Hall de Entrada)

Palestra Magna: A Navegação Venturosa: O pensamento de Celso Furtado
Palestrante: Prof. Dr. Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira
Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Professor aposentado de Sociologia do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
Mediador: Prof. Dr. José Henrique de Faria

10h45 às 12h15
Local: Teatro (Hall de Entrada)
Palestra: Sustentabilidade: restrições ecológicas e limites éticos do desenvolvimento econômico
Palestrante: Prof. Clóvis de Vasconcelos Cavalcanti - hors concours
Pesquisador titular da Fundação Joaquim Nabuco. Professor da Universidade Federal de Pernambuco. Membro fundador da International Society for Ecological Economics (ISEE), da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (Ecoeco) e de outras sociedades científicas.
Mediador: Prof. Dr. José Edmilson de Souza Lima

14h às 15h30
Local: Teatro (Hall de Entrada)
Palestra: Economia solidária e a sustentabilidade
Palestrante: Prof.ª Dr.ª Liana Maria da Frota Carleial
Doutora em Economia pela Universidade de São Paulo. Professora da Universidade Federal do Paraná. Diretora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
Mediador: Prof. Dr. Antoninho Caron

16h – 17h30
Local: 5º e 6º andares
Apresentação de Trabalhos e Pôsteres

12.nov – Quinta-feira
8h30 às 10h
Local: sala 611 (6º andar)
Oficina 1: Riscos e Vulnerabilidades: os impasses para a sustentabilidade e o direito ambiental
Ministrante: Profa. Dra. Karin Kässmayer
Doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento (UFPR). Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Direito e Risco (FAE). Professora da FAE Centro Universitário.
Mediador: Prof. Dr. Antoninho Caron

Local: sala 612 (6º andar)
Oficina 2: Educação para a Sustentabilidade e a Mudança de Comportamentos
Ministrante: Valdir Lamim Guedes Junior
Mestrando em Ecologia de Biomas Tropicais (UFOP). Desenvolve atividades de educação ambiental não-formal na Agenda 21.
Mediador: Prof. Dr. Lafaiete Santos Neves

10h30 às 12h
Local: sala 613 (6º andar)
Oficina 3: Teoria Crítica da Sustentabilidade
Ministrante: Prof. Dr. José Henrique de Faria
Doutor em Administração (USP). Líder do Grupo de Pesquisa Economia Política do Poder e Estudos Organizacionais (UFPR/CNPq) e do Grupo de Teoria Crítica em EPPEO (PMOD-FAE/CNPq). Professor da FAE Centro Universitário.
Mediador: Prof. Dr. Osmar Ponchirolli

Local: sala 614 (6º andar)
Oficina 4: Educação Ambiental
Ministrante: Profa. Dra. Maria do Rosário Knechtel
Doutora em Sociologia da Educação (UFSM). Professora e pesquisadora da Universidade Federal do Paraná.
Mediador: Prof. Dr. José Edmilson de Souza Lima

13h30 às 17h30
Local: 6º andar
Apresentação de Trabalhos

13.nov – Sexta-feira
8h30 às 10h Local: Anfiteatro (7º andar)
Palestra: Crise econômica mundial e perspectivas do desenvolvimento
Palestrante: Prof. Dr. Fábio Dória Scatolin
Doutor em Economia pela University Of London. Professor da Universidade Federal do Paraná.
Mediador: Prof. Dr. Lafaiete Santos Neves

10h30 às 12h
Local: Anfiteatro (7º andar)
Palestra: Saúde, ambiente e sustentabilidade
Palestrante: Prof. Dr. Arlindo Philippi Jr.
Doutor em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo. Professor da Universidade de São Paulo. Pesquisador USP, FAPESP, CAPES e CNPq. Coordenador de Área Interdisciplinar da CAPES. Membro do Conselho Técnico Científico de Ensino Superior (CTC-ES) da CAPES.
Mediador: Prof. Dr. Osmar Ponchirolli

13h30 às 15h
Local: sala 611 (6º andar)
Oficina 1: Economia solidária: formação humana para a sustentabilidade
Ministrante: Profa. Dra. Marilene Zazula Beatriz
Doutora em Psicologia Social (PUC-SP). Coordenadora do Grupo de Estudos em Psicologia Social do Trabalho em Economia Solidária (UTP). Professora da Universidade Tuiuti do Paraná.
Mediadora: Profa. Dra. Lis Andréa Pereira Soboll

Local: sala 612 (6º andar)
Oficina 2: Demandas de gestão ambiental e mudanças climáticas
Ministrante: Profa. Dra. Mari Elizabete Bernardini Seiffert
Doutora em Gestão Ambiental (UFSC). Professora da Universidade Positivo e Universidade Federal de Santa Catarina.
Mediador: Prof. Dr. Nilson Cesar Fraga

Local: sala 613 (6º andar)
Oficina 3: ISO 14001 e Sustentabilidade
Ministrante: Prof. Dr. Klaus Dieter Sautter
Doutor em Engenharia Florestal (UFPR). Professor da Universidade Positivo.
Mediadora: Profa. Dra. Sieglinde Kindl da Cunha

15h30 às 17h30
Local: 5º e 6º andares -Apresentação de Trabalhos

 

 

 

 

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ESTADÃO

 

 

Lula: França precisa assumir seu lado 'sul-americano'

 

 

ANNE WARTH - Agencia Estado

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a França precisa assumir seu lado "sul-americano" e "latino-americano" e melhorar a atuação política na região, aproveitando o fato de que possui uma parte de seu território na região. A Guiana Francesa, território de 86.504 quilômetros quadrados que faz fronteira ao Leste e ao Sul com o Brasil, é um departamento ultramarino da França. Com esse convite, o presidente conclamou os franceses a terem uma atuação mais forte nos rumos da região, que já envolve a participação de nove países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.



A Amazônia é estratégica para o Brasil, que já se comprometeu em reduzir em 80% o desmatamento da região, medida que cortaria as emissões pelo Brasil de gases geradores do efeito estufa em 20%. O compromisso é um dos que devem ser apresentados pelo País na Convenção do Clima, em Copenhague, na Dinamarca, no início de dezembro.



Em discurso durante o Encontro Inovação França-Brasil, que encerrou as atividades do ano da França no País, na capital paulista, Lula afirmou que a nação europeia tem autoridade para discutir os rumos da exploração da floresta amazônica. "Eu tenho feito uma provocação aos nossos companheiros franceses. A França não soube dimensionar e tirar proveito do fato de ser o único País europeu com fronteira na América do Sul", afirmou Lula para uma plateia formada por empresários e representantes de órgão governamentais franceses. "A França ainda não aprendeu a trabalhar politicamente de forma correta, explorando o fato de ser o único país europeu com participação na biodiversidade da Amazônia", acrescentou.



O presidente reiterou que o tema ambiental tem ganhado importância nos últimos anos. "Há 50 anos, possivelmente isso não teria nenhuma importância. Mas no século XXI, com o aquecimento global e a relevância que ganhou a manutenção das floresta do mundo, a França precisa assumir o seu lado sul-americano e latino-americano", opinou. Para o presidente, uma mudança na forma de atuação do país europeu na região será de "extraordinária grandeza" nas relações entre a América do Sul e a União Europeia. "É preciso compreender isso para que não seja apenas a ocupação de um espaço colonizado, como já foi no passado. É preciso que a França comece a dar importância para a sua parte territorial na América do Sul", ressaltou.

 

 

 

 

Início

 

 

 

 

Meta de redução voluntária de CO2 chegará a 38%, afirma Minc

 

 

Segundo o ministro do Meio Ambiente, 20% do corte deverão resultar da queda do desmatamento na Amazônia

João Domingos, da Agência Estado

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, Minc definiu como "avançada" a proposta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar no sábado sobre a posição brasileira que será levada à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), marcada para o próximo mês, em Copenhague. Segundo ele, a proposta do País será de um esforço voluntário de redução de emissão de gases poluentes de 38% a 42%.

  

 

Segundo ele, desse total, 20% deverão resultar da queda do desmatamento na Amazônia e 20%, de ações para preservar o Cerrado e de iniciativas que promovam a eficiência energética e o uso do chamado aço verde (produzido a partir de carvão vegetal do reflorestamento) e de biocombustíveis, entre outros.

 

Minc disse também que o presidente deve anunciar na quinta-feira o menor índice de desmatamento na Amazônia dos últimos vinte anos, apurado no período de doze meses. Segundo o ministro, o índice de desmatamento no período de doze meses encerrados em julho passado ficou em torno de 4 mil quilômetros quadrados.

 

Para o ministro, é possível avançar ainda mais na redução do desmatamento na Amazônia, porque o Brasil tem experiência" para isso. Ele voltou a afirmar que o país deve registrar, em 2009, o menor índice de desmatamento dos últimos 21 anos, mas não deu detalhes sobre esse total. "Números, vocês vão saber da boca do presidente Lula", disse.

 

Minc destacou, entretanto, que uma estimativa feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) indica que os números do desmatamento devem passar de 19,5% em 2009 para 9,5% em 2010, 6,5% em 2011 e 3,5% em 2012.

 

 

 

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O GLOBO

 

 

 

Brasil só tem a ganhar com metas ousadas para Copenhague

 

O governo está mudando de posição sobre as metas de redução de emissão de CO2 a serem levadas para a Conferência do Clima, em Copenhague. E mudando para o bem. O Brasil sempre teve uma posição de culpar países desenvolvidos sobre as emissões do planeta. Depois, passou a falar que não poderia impor barreiras ao seu crescimento.

Ontem, disseram que vão levar uma proposta de reduzir em 40% as emissões de gases do efeito estufa até 2020. Metade disso é redução drástica do desmatamento da Amazônia, e só temos a ganhar com isso. Outra metade é mudar forma de produzir de indústrias, agricultura e outros setores.

 

 

 

 

Início

 

 

 

 

 

GLOBO AMAZÔNIA

 

 

 

Senadores querem criar ministério especial para a Amazônia

 

 

 

Ideia é concentrar esforços em desenvolvimento sem prejudicar floresta.
Para senador Mesquita Jr., região tem pouca atenção de outros ministérios.

 

 

 

Tramita a passos lentos no Senado uma proposta para criar o ‘Ministério da Amazônia’. A ideia é agrupar em um único órgão as principais ações do governo para a região, como o combate ao desmatamento e grandes obras de infraestrutura.

A proposta, lançada em 2005 pelo senador Valdir Raupp (PMDB - RO), ganhou novo fôlego ao ser abraçada pelo colega Geraldo Mesquita Júnior (PMDB - AC), que é o relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça. Na última segunda-feira (9), em pronunciamento no plenário, o parlamentar adiantou que dará parecer favorável à criação da nova pasta. 

 

 

Atualmente, o governo federal já tem a Sudene (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e o Sipam (Sistema de Proteção à Amazônia), criados para atuar exclusivamente na região, além de projetos especiais para a Amazônia espalhados por praticamente todos os ministérios.

Em entrevista exclusiva ao Globo Amazônia, Mesquita Júnior disse que esses órgãos e programas não são suficientes, já que os ministérios tratariam da questão amazônica com “sem grande profundidade”. Veja, abaixo, os principais trechos da entrevista com o senador acreano:

 

 

 

Globo Amazônia - Por que criar esse ministério? As outras pastas já não têm seus projetos na Amazônia?

Geraldo Mesquita Júnior - Os demais ministérios, além de tratarem sem grande profundidade das questões de interesse da Amazônia, tratam de outras questões de outras regiões do país. A Amazônia é uma coisa especial. Seria um ministério extraordinário para centralizar todas as ações de planejamento e de execução em relação ao que devemos fazer na Amazônia, para não ficar essa coisa dispersa.

Não seria o caso de reforçar políticas públicas que já existem, em vez de criar uma nova pasta?

O governo tem 40 e tantos ministérios. Um a mais, um a menos, não faria diferença. Mas há, sim, uma grande diferença: esse seria um ministério importante. Sinalizaria para os brasileiros que, pela primeira vez, a gente estaria direcionando uma atenção especial, um volume de recursos considerável.

Essa é uma ideia que defende um ministério especial para uma região do país. Partindo dessa lógica, o semi-árido nordestino, por exemplo, também não mereceria um ministério?

É claro que existem outras regiões que precisam também de uma atenção especial. Foi por isso que há 50 anos se criou a Sudene [Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste], se criou a Sudam [Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia]. Foram iniciativas que não cumpriram com a sua finalidade, tanto que foram extintas. Estão tentando resgatá-las novamente, mas de forma tímida.

Já existe alguma previsão de como seria o orçamento desse novo ministério? Ele iria usar recurso de projetos de outras pastas?

Isso é uma questão secundária. Se você fixar a questão política, tudo mais vem. Depois de criado o ministério, vamos reunir todos os organismos que atuam na Amazônia, redirecionar as fontes de recursos e alargá-las. Não adianta criar uma estrutura dessas e continuar com o dinheirinho minguado que vai para lá.

 

 

 

 

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BLOG DO NOBLAT

 

 

 

 

Desmate melhora economia, mas não eleva índices sociais

 

Cruzamento de dados mostra colapso de educação e saúde na Amazônia Legal

Nos 50 municípios que mais desmataram, crescimento de emprego e renda foi 35% maior que média regional, e índice de saúde, 63% menor

O avanço do desmatamento na Amazônia Legal provoca uma disparada econômica dos municípios, mas não melhora os indicadores sociais. Nas localidades que mais desmatam, os índices de emprego e renda aparecem acima da média da região, enquanto os dados de educação e saúde engatinham.

Esse quadro aparece no cruzamento, realizado pela Folha, entre dados de desmatamento, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e o Índice de Desenvolvimento Municipal criado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). Ambos têm como recorte o período de 2000 a 2006 (quando há dados disponíveis nessas fontes).

No caso do desmate, foram usados dois recortes no levantamento: os 50 municípios que mais desmataram em extensão e os 50 que mais desmataram em termos proporcionais (em relação à própria superfície).

Um exemplo da discrepância é que, no índice de emprego e renda, os 50 municípios da Amazônia Legal que mais desmataram em extensão entre 2000 e 2006 avançaram 35% acima da média regional. Já no indicador de saúde, os mesmos 50 municípios cresceram 63% abaixo da média da Amazônia Legal (Região Norte, Mato Grosso e parte do Maranhão). Assinante do jornal leia mais em: Desmate melhora economia, mas não eleva índices sociais

 

 

 

 

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ABRIL.COM

 

 

 

 

Petrobras admite voltar à mineração

 

 

 

Rio - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou ontem que qualquer decisão sobre a mina de potássio de Fazendinha, no Amazonas, dependerá da avaliação feita por consultoria que está sendo contratada pela estatal. O executivo não negou a possibilidade de a estatal voltar a atuar na mineração, como quer o governo, mas disse que é cedo para qualquer decisão nesse sentido.

“Não podemos decidir nada enquanto não finalizarmos uma avaliação”, disse Gabrielli, em entrevista após palestra no Clube de Engenharia do Rio. A empresa está concluindo processo licitatório para contratar empresa especializada para análise técnico-econômica da jazida, descoberta na década de 70, mas abandonada por falta de economicidade na época. O trabalho vai focar aspectos econômicos e alternativas de produção do potássio.

As reservas, estimadas inicialmente em 1,1 bilhão de toneladas, estão no município de Nova Olinda do Norte, na região do Baixo Rio Madeira. O Brasil importa atualmente 92% do potássio que consome e, diante da escalada dos preços internacionais, há grande pressão do governo, principalmente do Ministério da Agricultura, para retomada das atividades na região, que pode conter a terceira reserva mundial do mineral. O argumento é que, se quiser manter o posto de grande supridor mundial de alimentos, o Brasil precisa ser independente no abastecimento de insumos essenciais, como os fertilizantes. Além do potássio, a produção de fertilizantes demanda fosfato - 50% importado pelo Brasil - e amônia e ureia, que podem ser extraídos do gás natural. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

 

 

 

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O DIA ON LINE

 

 

 

Micro e pequenas empresas podem consultar débitos pela internet

 

 

Rio - A Secretaria de Fazenda disponibilizou consulta de débitos com o Estado do Rio de Janeiro, que devem ser regularizados pelas micro e pequenas empresas para que possam realizar, até o dia 30 de dezembro deste ano, o agendamento pelo regime tributário do Simples Nacional.

A consulta está disponível no site da Secretaria de Fazenda (www.fazenda.rj.gov.br). Na página, o interessado deve clicar no ícone “Contribuinte” e, depois, logo abaixo de “Simples Nacional”, em “Consulta Pendências para Ingresso”. Ao fazer a consulta no site, as empresas receberão orientações sobre como regularizar as pendências.

 

 

 

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FOLHA ON LINE

 

 

 

Estados produtores terão 25% de royalties do pré-sal

 

 

 

SOFIA FERNANDES
da Folha Online, em Brasília

O governo abriu mão de parte da participação da União nos royalties do pré-sal para beneficiar os Estados produtores. Após reunião de três horas com os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, o governo topou fixar em 25% a participação dos Estados produtores no bolo dos royalties. Antes da reunião, o relatório da partilha determinava uma parcela de 18% para os Estados produtores.

A União, que levava 27% (fora os 3% para mitigação de mudanças climáticas), agora vai ficar com 19% dos royalties. O projeto da partilha será votado amanhã, às 9h. Segundo o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, tanto o governo federal como os Estados tiveram que ceder. Cabral e Hartung vieram a Brasília querendo 33% de royalties.

Cabral agradeceu a disposição do presidente Lula em negociar e disse que o acordo de hoje é uma "solução que nos deixa satisfeitos, dentro da perspectiva de que o ótimo é inimigo do bom". É um jogo que todos ganham e perdem, nas palavras do governador.

Ganhou também na decisão de hoje os municípios com instalação para extração de petróleo. Antes tinha 2%, agora terá 3%.

Os Estados e municípios não produtores continuarão a ganhar 44% dos royalties, divididos ao meio. O Fundo de Participação dos Municípios definirá a distribuição entre as cidades, e o Fundo de Participação dos Estados, dos Estados.

Os municípios produtores continuam com 6% do dinheiro, e o fundo de mitigação de mudanças climáticas também ficou inalterado. A alíquota de royalties considerada nos novos cálculos é de 15%.

Padilha falou também que está confiante na votação em plenário dos projetos, apesar da ameaça de obstrução da oposição. Agradeceu ainda aos deputados membros das comissões especiais por cumprir o prazo estabelecido entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Michel Temer, de começar as votações esta semana.

A votação do relatório da Petro-Sal em plenário era esperada para hoje, mas deve ficar para amanhã. O único relatório pendente até agora é o da partilha.

 

 

 

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